Ensaios, narrrativas e memórias.
Por: Aloisio Carlos Ferraz
Semeando Palavras
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Uma fuga alucinada
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Dinheiro e ética
Aqui temos três aspectos a considerar. 1. Com influência positiva sobre o desenvolvimento humano, o dinheiro adquire posição de destaque na escala de valores que o bom senso nos aponta. Acionando-o com propriedade e zelo nos leva à criação, produção e consumo de bens que nos permitem vencer barreiras sem nos desintegrar. Assim, podemos navegar… Leia mais
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Uma linha de chegada
Tudo o que aqui está é para demonstrar o quanto estamos longe da linha de chegada na fantástica aventura da existência humana. Pense nisso!
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Espíritos solidários
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Abraçando o destino
MEUS LIVROS:

EM UMA TERRA DISTANTE
Ensaios – Edição 1996
Este primeiro livro representou fonte de águas claras que irrigou o terreno de onde surgiriam mais tarde todos os outros. Três deles são ensaios filosóficos a exigir reflexões intermináveis.
ALÉM DO AZUL DA SERRA
Ensaios – Edição 2008
Procurando resgatar ideias e valores conquistados, estivemos com as palavras entaladas em nosso pulso. No silêncio e na espera elas adquiriram a força e o rumo que precisavam para se aquietar nos espaços envolventes de um livro.
VERTENTES E TRINADOS
Narrativas – Edição 2018
Neste livro o autor desvela tempos e lugares com emoções caladas no silêncio da memória. Dando-lhes expressão, reinventa o mundo, e as vertentes de uma vida no capinar da existência. Contidas e atuantes nos interstícios das palavras, as emoções seguem o seu curso, levitando no desdobrar da escrita. É quando resgata seu tempo, reencontrando-se menino, a fazer das margens de um rio, estalagens de sonhos, e dos remansos, a inquietude de uma busca. Agora, dando cambalhotas no tempo, e piruetas no verbo, reinventa águas, e, nos barrancos da vida, vai contando estórias. E assim banha-se nas lembranças sem tirar o grude da terra que aparou seus primeiros tombos.
REINVENÇÃO DAS ÁGUAS
Ensaios – Edição 2018
Com uma escrita em desalinho e, por vezes, divertida, sinto-me como a reescrever o mesmo livro, tantas são as coisas que estão dispostas para conferir ao tempo a expansão que conforta. E assim vou burilando textos disponíveis e soltos para acondicioná-los para uma entrega.
SOMA – ouro dos alquimistas
Ensaios – Edição 2022
Em Soma conferimos ao tempo a expansão que conforta. Palavras renovadas complementam os trabalhos anteriores com verdades que por ventura delas possam se desprender.




UMA HOMENAGEM: Meus pais foram modelo de simplicidade, de boa fé e de respeito pela vida. Tais virtudes levaram aos seus corações os sentimentos que, ultrapassando barreiras de espaço e tempo, chegam até nós nos fazendo resistentes às intempéries da vida. Nestas lembranças, resgatadas pelo impulso de uma fala, eles estão presentes e atuantes, me fazendo reencontrar as essências, que, um dia, brotarem de uma fonte eterna, representada pelo Bom Jesus dos Aflitos, padroeiro de Floresta. Ali, nas sombras dos seus tamarineiros, eles se tornaram parceiros no servir e querer bem. Nutriam-se da mesma fonte. Hoje, nos remansos de um novo milênio, a eles me dirijo, dizendo, o que penso agora: “O sol, o cascalho e a caatinga; a chuva, o vento e o mato verde; a tinta e o couro; a ferramenta e a ideia; o caderno e o livro; a Medicina e o Homem; tudo me falou da vida, e do mundo que a mim fora destinado para que nele exercitasse os meus passos. Esta, sem dúvida, tem sido a minha melhor homenagem aos meus pais Pacífica e Ancilon Ferraz.
O AUTOR
Aloísio Carlos Ferraz nasceu em 1945 na pequena cidade de Floresta, PE. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco em 1970. Em 1971-72 fez especialização em Oftalmologia na Universidade de Campinas, SP. Com título reconhecido pela Associação Médica Brasileira e Conselho Brasileiro de Oftalmologia, iniciou, em 1973, suas atividades profissionais em S. José dos Campos, SP, onde, hoje, a elas ainda se dedica.
POSTURA DE RESISTÊNCIA. O texto a seguir está contido em nosso “Além do azul da serra” editado em 2008. Refere-se ao exercício da Oftalmologia nas últimas décadas do século passado em S. José dos Campos, SP.
Postura de resistência. Traçaremos linhas inacabadas resultantes de vivências profissionais merecedoras de infindáveis relatos. Três décadas de lutas nas trincheiras de um consultório médico deram continuidade ao projeto em nome da saúde e da vida que teve início nos bancos universitários.
Após os infindáveis relatos podemos ler o seguinte:
O que hoje percebemos é que a insegurança e a ambição fizeram pouso nas fraldas da condição humana, fragilizando-a ainda mais com humores corrosivos. O tecido social se esgarça, e o mercado de assistência médica entra em sofrimento, resistindo a estranhos que nele se estabeleceram para tirar um naco de vantagens pecuniárias. Estamos inquietos e reféns de operadores de mercado que atuam nas ante salas de empresas viciadas por uma competitividade predadora e selvagem. A relação médico-paciente se conforma a situações anômalas, levando a medicina a se contorcer. O molde desnaturado que tentam a todo custo lhe impor não lhe serve como medida da sua grandeza. Querem atingi-la na alma golpeando-a de forma indecente e rasteira.
Buscando equilíbrio, tentamos a todo custo evitar um tombo na beira do abismo. Seria o desfecho de uma piada de mau gosto que muitos preparam para tripudiar sobre as coisas da vida; ou sobre nós, que a temos como parceira. Vamos, portanto, buscar força e equilíbrio nos nossos próprios limites. Aqui está a base de sustentação que precisamos. O que nos rodeia é pirotecnia para nos distrair, e nos afastar do alerta que ecoa a cada passo na direção de um sonho. Do calcâneo, ele alcança as malhas dos sentidos, dando lucidez ao olhar, equilíbrio ao corpo, e prontidão à mente. Com tais recursos, podemos visualizar os caminhos que nos levam ao paciente, para, com ele, celebrarmos vitórias em nome da saúde e da vida, garantindo à Medicina, o seu lugar na História.
Há muita insegurança no coração do Homem. Este se agita e se contorce insatisfeito nos corredores e acostamentos do mundo. Podemos vê-lo com os seus sonhos e esperanças indo para o ralo de coisas desprezíveis. Muitos estão sujeitos a entalar nas calhas do desespero, enquanto espaços lhes são oferecidos pelos mercadores de ilusões. A nossa resistência vai depender dos motivos que cada um tenha acumulado para se manter em equilíbrio neste mundo que um dia parecia não estar funcionando direito. Com este desmantelo beirando a prática da medicina, o que está em jogo, é a nossa liberdade junto à do paciente, com o qual, um dia, selamos compromisso. Sem liberdade, enquanto meio condutor de valores, um brilho escapa do nosso olhar, e tudo se transforma num tremendo barraco com jogo de cartas manchadas. A tradição da Medicina não aceita este jogo. Por isso, em nome da singularidade de um juramento, que se renova a cada momento nas linhas do tempo, sustentamos posturas de resistência que beneficiam uma viagem sem volta Além do azul da serra.


Amei!!!!!!
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